Ninguém está mais ansioso por um depósito bancário do que Sergio
Escudero. O defensor argentino já foi confirmado pelo presidente
Andrés Sanchez como reforço corintiano para 2009, mas sua
apresentação está condicionada ao depósito da primeira parcela do
pagamento ao Argentinos Juniors, seu local de trabalho nos dois
últimos anos.
Para adquirir os direitos econômicos do
lateral/zagueiro/volante, o Timão pagará cerca de R$ 3,2 milhões ao
clube argentino, sendo R$ 1,4 milhão até dia 20 de janeiro e outras
cinco parcelas de R$ 360 mil até meados de 2009. O Argentinos
aguarda a primeira parcela para liberar sua documentação. Situação
que o Corinthians tenta antecipar a pedido do técnico Mano Menezes,
que deseja contar com o reforço em Itu, local da pré-temporada que
inicia neste sábado.
Escudero também aguarda. O defensor está em São Paulo há alguns
dias, já conheceu o Parque São Jorge e fez exames médicos. Por
telefone, o reforço do Timão conversou com a reportagem do
LANCENET! sobre o futuro, expectativa de jogar ao
lado de Ronaldo e confessa:
- Aquele gol contra o Palmeiras, na Sul-Americana, ajudou e
muito para acertar com o Corinthians.
Pela falta do pagamento, a possibilidade de apresentar-se na
próxima segunda no Argentinos existe, mas ele não quer pensar
nisso. Escudero, que ficou com US$ 550 mil (cerca de R$ 1,3 milhão)
da negociação, torce para que o Alvinegro faça o depósito da
primeira parcela logo. Confira os principais trechos de sua
entrevista.
LANCENET!: A negociação entre Corinthians e Argentinos
foi demorada. Está mais aliviado com o desfecho positivo e o acerto
com o Timão?
ESCUDERO: Graças a Deus deu certo. Era
algo que eu estava esperando há muito tempo. O Corinthians é uma
grande equipe do futebol mundial e espero conseguir sucesso no
Brasil, que tem o melhor futebol ao lado do nosso. Só esperamos
aquele primeiro pagamento.
L!: E como foi a despedida dos seus companheiros de
clube? Pelo que noticiou-se aqui, a torcida do Argentinos ficou
chateada com sua saída do clube.
E.: Estou triste por
deixar o clube que me deu oportunidade, por deixar uma torcida que
me ajudou demais. Mas precisava pensar no meu futuro, no melhor
para minha carreira neste momento. Quem sabe um dia volte a
defender a camisa do Argentinos. Agradeço a todos, mas agora quero
pensar no Corinthians.
L!: O Argentinos venceu o Palmeiras, maior rival do
Corinthians, dentro do Palestra Itália pela Copa Sul-Americana e
você ainda fez um gol. Acredita que isso ajudou no
acerto?
E.: Tenho certeza que sim. Corinthians e
Palmeiras são grandes rivais, como Boca e River. Estavam falando
sobre mim antes daquele jogo, mas aumentou (o interesse) depois
daquele gol e da vitória na casa deles. Aquele gol me ajudou muito
no acerto com o Corinthians, isso tenho certeza.
L!: Acha que pode fazer mais gols no maior
rival?
E.: Oxalá, eu possa fazer outros gols no
Palmeiras com a camisa do Corinthians. Mas não penso nisso, apenas
em trabalhar forte e agradar nosso treinador e a torcida do
Corinthians.
L!: Você teve problema com o Denílson, do Palmeiras.
Acha que essa situação pode repetir?
E.: Houve aquele problema com o Denílson, mas acho que já é
passado. No jogo de volta, na Argentina, ele me disse que não tinha
falado nada, que a imprensa tinha aumentado as coisas e me pediu
desculpas. Para mim, o que acontece em campo fica em campo. E nada
mais. Não sei se ele vai continuar ou não no Palmeiras, para mim já
é passado.
L!: Você será companheiro de Ronaldo, o Fenômeno, no
Parque São Jorge. Já imaginou como será esse encontro com
ele?
E.: É verdade. Será um grande prazer jogar ao lado desse monstro do
futebol mundial. Sempre assisti Ronaldo pela TV e, agora, espero
ajudá-lo a fazer gols pelo Corinthians. Com certeza, será
importante para minha carreira ter alguém como Ronaldo no
dia-a-dia. Será um aprendizado estar ao lado dele.
L!: Como será para você, um argentino, jogar no futebol
brasileiro? Já pensou nisso? Pensa que pode sofrer alguma
coisa?
E.: Espero poder me adaptar ao país, ao clube
e também à paixão dos torcedores. Sei que muitos argentinos
estiveram lá, como Carlitos, Mascherano e Herrera, e todos foram
bem recebidos. Espero que seja assim também.
L!: Como é seu estilo de jogo? O que o corintiano pode
esperar?
E.: Tento me doar demais, luto até o final
do jogo e saio sempre morto do gramado. Todas minhas forças são
colocadas em campo, juro que termino as partidas morto para ajudar
meus companheiros. Tenho um bom domínio de bola e, sempre que
posso, vou ao ataque para ajudar o time.
L!: Seu estilo de jogo mudará no futebol
brasileiro?
E.: Tenho certeza que encontrarei
jogadores habilidosos, mas seguirei com meu jeito de atuar.
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